segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Resenha: Scarlet

Título Original: Scarlet
Autor: Marissa Meyer
Ano de Publicação: 2013
Páginas: 512p.
Editora: Feiwel & Friends Books
Ano de Edição: 2013
ISBN: 9781250007216
Idioma Original: inglês
Título em português: Scarlet




Sinopse:
'Scarlet', segundo livro da saga, é inspirado em Chapeuzinho Vermelho e mostra o encontro da heroína ciborgue que dá nome ao romance anterior com uma jovem ruiva que está em busca da avó desaparecida. Em uma trama recheada de ação e aventura, com um toque de sensualidade e ficção científica, Marissa Meyer prende a atenção dos leitores e os deixa ansiosos pelos próximos volumes da série.


Crônicas Lunares é uma série que conquistou um espacinho no meu coração desde o primeiro volume. A série distópica com releitura de contos de fadas criada pela autora é muito bem construída e as histórias são criativas.

No primeiro livro temos a história da Cinderela com as aventuras de Cinder e neste segundo livro acompanhamos a Chapeuzinho Vermelho que de indefesa não tem nada.

Este livro foi lido para o Desafio I Dare You (#IDAREYOUDL) do mês de setembro, tema distopia.

A resenha contém SPOILERS do primeiro livro. Já que a história de Cinder continua de onde termina o primeiro volume.

"Oh, Grandmother, what terribly big teeth you have!"
“Oh, Vovó, que dentes terrivelmente grandes você tem!” – tradução minha.

Em Scarlet temos duas histórias que em algum ponto se convergem em uma só. Devo confessar que estava preocupada sobre como a Marissa Meyer iria juntas as duas histórias e fiquei surpresa pela criatividade em uní-las.

Cinder está tentando fugir da prisão em New Beijing, agora que ela sabe que é a Princesa Selena e é por isso que a Rainha Levana quer matá-la. Com a ajuda do pé e mão novos que o Dr. Erland lhe deu no final do livro um, na fuga ela encontra o Capitão Thorne, um jovem cadete (ele prefere ser chamado de capitão!) da República da América que está preso e possui uma nave espacial (roubada, claro!).

Enquanto Cinder e o Capitão Thorne tentam escapar da prisão em New Beijing. Na França, na pequena cidade de Rieux, Scarlet Benoit uma ruiva de 18 anos está desesperada com o desaparecimento de sua avó Michelle Benoit, que sumiu deixando o chip de identificação.

Scarlet encontra um lutador de rua, com uma tatuagem estranha que pode ter conhecimento de onde sua avó está. Assim ela vai procurar por Wolf (o lutador) para que este a ajude encontrar sua avó.


Assim, no decorrer da história temos Cinder, o Capitão Thorne e a Iko (sim ela voltou! De um jeito muito cômico) fugindo na nave espacial e Scarlet e Wolf vivendo altas aventuras para chegarem a Paris onde supostamente a avó está sendo mantida como refém dos lunares. Em certo momento (que eu achei perfeito) as duas histórias (ou as duas protagonistas) se juntam e já engancha a história do terceiro livro Cress.

A história é narrada em terceira pessoa e cada capítulo centrado em um dos personagens, principalmente em Cinder e Scarlet, mas também temos capítulos voltados para o Imperador Kai, Rainha Levana, Wolf e Thorne.

Já tinha gostado bastante da Cinder e do Kai no primeiro livro, eles não me decepcionaram neste também. Cinder continua sendo valente e determinada, o Imperador Kai está mais maduro devido ao fato de ser o imperador agora e ser responsável pelos cidadãos da Eastern Commonwealth, mas continua encantador como antes.

Os novos personagens são maravilhosos e cativantes, Scarlet é ao mesmo tempo parecida e diferente de Cinder, a moça do capuz vermelho não tem medo de nada e ninguém, briga em um bar cheio de homens, ameaça o lutador de rua, pula do trem e muito mais só para salvar sua avó. Ela é corajosa, inteligente e engraçada. Wolf é o bad boy, faz banca de mau, mas no fundo tem um coração bom. E o Capitão Thorne, é a Iko humano, ele é engraçado, sagaz e nada politicamente correto.

Em cada novo capítulo novas descobertas e reviravoltas fazem com que a leitura flua e não se torne cansativa. Scarlet cumpriu o que eu esperava da continuidade de Cinder e a série se mostrou ser uma daquelas inesquecíveis.

Crônicas Lunares é mais que recomendado!


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